
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DESPORTOS

Confraternização de Natal marca encerramento da gestão Castanheira e oficializa nome do Museu Histórico da Portuguesa
17 de dez de 2025
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Evento celebra trajetória administrativa, homenageia Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho e simboliza a transição para um novo ciclo no clube
Texto: Everton Calício | Fotos: Everton Calício e Mirandinha Santos

Na última quinta-feira (11), dirigentes e colaboradores da Portuguesa realizaram uma confraternização de Natal e a celebração dos seis anos de gestão de Antonio Carlos Castanheira a frente da presidência da Associação Portuguesa de Desportos.
Em clima de celebração e reconhecimento, dirigentes, colaboradores, representantes de

departamentos e membros da comunidade rubro-verde acompanharam um momento histórico para o clube: a oficialização da denominação do Museu Histórico da Portuguesa, que passa a se chamar Museu Histórico Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho, em homenagem ao fundador e idealizador do espaço.
A medida foi formalizada a partir de solicitação do coordenador do Museu Histórico, Alberto Miranda, aprovada institucionalmente e incorporada à nova redação do Estatuto Social da Portuguesa, reforçando o compromisso do clube com a preservação de sua memória, identidade e história.
Um gesto de memória e reconhecimento
A homenagem a Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho representa o reconhecimento a

um personagem fundamental na construção da memória da Portuguesa. Médico, dirigente e apaixonado pelo clube, Rosmaninho foi o responsável por idealizar e estruturar o museu, reunindo acervo, documentos e troféus que contam a trajetória da Lusa no futebol e na vida social paulistana.
Ao oficializar o nome do museu, a atual gestão deixa registrado, de forma permanente, o valor da memória institucional como patrimônio do clube — um legado que atravessa gerações e fortalece o sentimento de pertencimento da comunidade lusitana.
O encerramento de um ciclo
Durante o evento, Castanheira falou de forma emocionada sobre o fim de sua gestão e o caminho percorrido desde que assumiu a presidência, em 2020, em um dos momentos mais delicados da história do clube.
“Foram seis anos intensos. Quando assumi, a Portuguesa estava literalmente deitada: estádio interditado, estruturas abandonadas, dívidas, leilões marcados. Eu tomei a decisão de sair da arquibancada e fazer alguma coisa, porque eu sempre vim da arquibancada”
O presidente relembrou que sua trajetória à frente do clube foi marcada por entrega pessoal, enfrentamento de dificuldades inéditas — como a pandemia — e pela busca de soluções estruturais para garantir a sobrevivência e o futuro da instituição.
“Nada foi fácil. Tivemos dois anos de pandemia e praticamente nenhuma receita, mas mesmo assim conseguimos colocar o estádio em ordem, recuperar o clube social, e mostrar que a Portuguesa tinha solução”
Reconstrução dentro e fora de campo
Castanheira destacou avanços que ultrapassaram os resultados esportivos, como a reorganização financeira, os acordos trabalhistas e cíveis, a recuperação de ativos históricos, o fortalecimento do clube social, do grupo folclórico e do próprio Museu Histórico.
“A gente mexeu em muita coisa. Mas o mais importante foi equacionar as dívidas da Portuguesa. Isso culminou na recuperação judicial e na chegada da SAF. Para mim, isso representa os novos 100 anos da Portuguesa”
Segundo o presidente, o conjunto de ações realizadas ao longo da gestão teve como objetivo preparar o clube para um novo momento, com estabilidade financeira, capacidade de investimento e profissionalização da gestão.
“Deixamos a Portuguesa de pé, digna, preparada para novos tempos. Hoje o clube respira, paga em dia, apresenta superávit e tem um projeto estruturado para o futuro.”
Legado e continuidade
Ao se despedir da presidência, Castanheira reforçou que seguirá à disposição da nova gestão, liderada por Leandro Teixeira Duarte, e destacou a importância da continuidade institucional e da profissionalização do clube.
“Quando você ama a Portuguesa, você não deixa. Vou estar sempre à disposição para contribuir. A operação agora é deles, mas a história que foi construída está escrita”
O presidente também ressaltou o papel da torcida no processo de reconstrução:
“Time que tem torcida não morre. A torcida da Portuguesa teve papel fundamental nessa virada. Acreditou no projeto e caminhou junto.”

Um Natal simbólico para a história da Lusa
Entre homenagens, balanços e olhares para o futuro, a noite reafirmou um princípio que atravessa gerações na Lusa: os homens passam, mas a história — quando preservada e respeitada — permanece como alicerce para novos tempos.






